quinta-feira, 8 de abril de 2010

O Sitio..


Sinto-me mal hoje. Há qualquer coisa dentro do meu peito que dói. dói muito. Sinto um grande aperto, que quase me sufoca, Sinto a tua falta e sinto a falta desse lugar, do meu verdadeiro lugar, do teu lugar, do nosso lugar.

Não sou daqui. Não pertenço aqui. Estou farta disto tudo, estou farta de toda esta gente, estou farta desta cidade, deste vento, deste ar.
Preciso de voltar ao meu verdadeiro lugar. Preciso de voltar aonde me sinto em casa. Preciso daquela tão característica calma e de todas aquelas pessoas com o qual me identifico. Preciso de estar aonde não estou, preciso de estar com quem não estou.

Lembraste? lembraste de quando me pediste muito para ficar.. para não ir embora? Mas só te consegui abraçar e dizer que tinha mesmo que vir. Nesse momento só te queria poder dizer que iria ficar, era a minha vontade, era o que eu mais queria.

Conheço o nosso sitio como a palma da minha mão.. (ou será, da tua mão?) Apaixonei-me pelo nosso sitio desde o primeiro dia em que o vi por inteiro mesmo por baixo de mim, aos meus pés. e aí, percebi..
"é aqui que eu quero estar, é aqui o meu verdadeiro lugar!"

terça-feira, 6 de abril de 2010

Não é uma paixão.. é uma FORMA DE SER!


Porque raio é que alguém, no seu perfeito juízo, salta de um avião que está a funcionar perfeitamente bem?
Será loucura? Será coragem? Ou um pouco de ambos?

Para muitos saltar de um avião é considerado um acto de loucura.
Para outros, saltar de um avião é um acto de coragem. a capacidade de enfrentar um medo. A incerteza que o pára-quedas abra..

A primeira vez nunca se esquece.. 9 de agosto de 2009 - Aeródromo de Évora @
Assim que cheguei à zona, e à medida que me preparava para o salto, percebi claramente que tinha encontrado a minha tribo. Nunca me senti tão encaixada e integrada como ali, rodeada de pessoas com as quais me identifiquei logo. É lógico que não sou excepção, estava nervosa..

Estavamos no avião.. aos poucos a imagem vertiginosa da terra começa a desaparecer, as árvores começam a parecer pequenos arbustos, os terrenos sinuosos parecem planos, e em menos de 10 minutos a pequena terra de onde descolámos transforma-se no mundo.
A porta abre-se, o frio e o medo entram precipitadamente. os primeiros pára-quedistas começam a abandonar o avião, sinto uma espécie de angústia, doem-me os dentes, as pernas dormentes começam a tremer, sinto uma vontade de saltar muito grande. A espera pela minha vez transmite-me um sentido de dever, de missão, I can do it!
Estou confiante, é um nervoso tranquilo, que me deixa em alerta - não há nada que me escape, estou atenta a tudo à minha volta, o som, o frio, a qualquer movimento, a qualquer respiração, tudo observo.
Assim que saio do meu ‘porto seguro’ e enfrento a brisa de ar fresco que rapidamente se transforma em vento que me massaja o corpo e me sustem o voo o nervosismo desaparece e a adrenalina apodera-se de tal maneira que se torna impensável voltar a trás. Estou a voar.
Sinto-me bem. Eufórica. Não consigo deixar de sorrir. Tenho o mundo aos meus pés!
À medida que desço à terra a minha auto-estima sobe ao céu! Aterrei! Sou a maior! Quero repetir. Não… EU TENHO que repetir.

Ser pára-quedista não é só saltar de aviões… é muito mais do que isso.
Para mim, é uma forma de estar na vida. É uma atitude, uma maneira de ser. Um pára-quedista é (no geral) uma pessoa ‘com pelo na venta’, com personalidade, com carisma. É admirado entre os seus. É uma pessoa que, apesar de não ter medo da morte, adora a vida, e tira proveito dela. É uma pessoa do mundo, com horizontes largos e visões ambiciosas. É solidário e solitário. Está bem com ele próprio e com o mundo que o rodeia, respeita o próximo. Gosta do seu íntimo, aprecia-se. Não tem medo de arriscar, de enfrentar desafios. Tem presença.
Um pára-quedista sente-se bem entre os seus pares, sente-se em casa, mesmo que esteja na Rússia. Não tem receio do julgamento alheio, e aceita outras formas de pensar, consegue entreter uma ideia, um pensamento diferente do seu, sem ter que o aceitar.
Torna-se num grande vicio.. Ou és pára-quedista ou então esquece. É do género: "a minha namorada fez-me um ultimato: ou ela ou o pára-quedismo.. vou sentir saudades dela" .


Take air!

sábado, 3 de abril de 2010

aquilo que nunca te direi..

É bom poder estar a escrever pra ti e saber que nunca virás nada disto que aqui está escrito. Por um lado tenho pena de ainda não conseguir chegar ao pé de ti e de te dizer tudo aquilo que o meu coração sente neste momento. Ainda não consegui perceber bem o que é isto, ainda não percebo bem o que significa, o que é.. se é algo passageiro, se é um sinal ou um aviso.. Consigo apenas sentir aquilo que nunca senti verdadeiramente. Sinto que é Para Sempre. Fizeste e fazes-me sentir aquilo que nunca antes tinha sentido. Se temos, ou não, mais do que uma amizade, não sei, sei só que é bom. Sinto-me bem ao teu lado, sinto-me completa, sinto-me feliz e fazes-me feliz como nunca ninguém teve a capacidade de o fazer.
Desde o inicio de tudo que te tornaste especial.. Foste a melhor coisa que aconteceu na minha vida até agora, e não, não penso duas vezes quando digo isto. Apareceste na altura em que me sentia mais fraca, e desde o inicio que me ajudaste.. estavas longe, mas eu sentia-te tão, mas tão perto de mim.. sentia o teu abraço apertado e até mesmo já imaginava os beijos que me darias de conforto.
A partir desse momento comecei a descobrir a boa pessoa que eras. Genuína, Humilde, Amiga.
O falar todos os dias e todas as horas contigo já era algo indispensável.. e a vontade de poder estar contigo era cada vez maior.
Apeguei-me a ti desde o inicio e sinceramente hoje, não me consigo imaginar algum dia sem as tuas palavras, sem os teus abraços, sem os teus beijos.. sem ti.
Peço-te para que nunca me deixes.. preciso de ti, preciso de poder contar sempre contigo, preciso desse teu carinho, desse teu amor.. e desses teus braços sempre abertos para me receber.

I would do anything for you, (L)-te *